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Céus incríveis: dicas e técnicas para fotografar as luzes do norte

Glossário

Você já as viu— se não pessoalmente, em filmes ou fotografias ou vídeos. As luzes do norte são incríveis, e estão entre os assuntos mais fotogênicos.

Por que elas acontecem? Aqui está o que o site space.com tem a dizer: "As luzes do norte resultam de quando as partículas carregadas do sol colidem com moléculas elevadas acima na atmosfera da Terra, agitando estas moléculas e fazendo-as brilhar."

Space.com é um bom site para acessar a fim de encontrar onde e quando as luzes do norte, também conhecidas como aurora boreal, irão aparecer. Uma pesquisa no Google mostra outros vários sites, e também há aplicativos.

Recentemente conversamos com dois fotógrafos que têm imagens impressionantes das luzes. Um fotografa tudo de uma vez, o outro muitas vezes cria composições; ambos estão muito felizes em compartilhar ideias e métodos.


Talvez a lua

A primeira coisa que Tom Bol nos disse para considerar em fotografias das luzes do norte é se iríamos fotografar em uma noite com lua ou sem lua. "Isso afeta o resultado da imagem," diz ele. Uma lua cheia vai iluminar a paisagem— talvez isso até possa ser fotogênico em uma paisagem de neve— e em vez de escolher uma exposição de 20 segundos você deva escolher dois ou quatro segundos. Então antes de sair buscando as luzes, faça uma pesquisa para ver o que a lua estará fazendo.

A lua nem sempre ajuda. Ela aumenta a iluminação da cena, mas isso significa que a aurora tem que ser brilhante o suficiente para competir com a luz da lua na paisagem. Nas fotografias de Tom, a luz parcial da lua favoreceu o resultado. Em qualquer caso, uns testes de fotografias mostrarão de que modo à lua está afetando sua exposição.

Então, Tom sugere ir mais além do que testes: "Sempre uso meu histograma RGB quando fotografo as luzes do norte." Essa é uma dica importante, pois geralmente a aurora é verde, então é uma boa ideia observar o canal verde para garantir que não está ultrapassando o lado direito do gráfico. "É possível que a imagem na tela LCD esteja boa, mas o verde ainda esteja superexposto." diz Tom. O histograma que mede os canais de cor pode mostrar a exposição como boa, mas quando você olha abaixo do histograma para os três canais individuais, é possível ver o canal verde ultrapassando o lado direito— o que significa que está superexposta. Se isso acontecer, você deve subexpor à imagem para não ofuscar o canal verde. "Eu fecho um pouco [no f/stop] ou só aumento a velocidade do obturador." Então é sempre uma boa ideia verificar o histograma RGB. (Você pode configurar o menu de reprodução da câmera abaixo das opções de exibição para escolher histograma RGB; consulte seu manual para detalhes.)

Você vai fotografar com sua câmera no tripé para as longas exposições necessárias para capturar o efeito completo das luzes, e é melhor usar um cabo de disparo para ativar o obturador— Tom usa o disparador remoto MC-30 para sua D810.  

Ele recomenda lentes rápidas e grande angular—f/1.4 ou f/2.8— para as luzes do norte— "para conseguir bastante céu na imagem e para fotografar completamente aberto deixando as luzes entrarem ao máximo." A lente dele para fotografias das luzes do norte é a AF-S NIKKOR 14-24mm f/2.8G ED.


No escuro

O próximo aspecto a considerar é foco. A maioria das pessoas desativará o foco automático, girará a lente para o símbolo de infinito e disparará. Você pode fazer isso, é um método bom, mas nós sugerimos que verifique a tela LCD depois para’ ver se conseguiu um foco satisfatório— e ajustar se não conseguiu.

Tom, que já ministrou workshops e conduziu caminhadas fotográficas para as locações das luzes do norte, tem uma ideia melhor quando as circunstâncias irão ajudar. "Saímos durante o dia para a área que vamos fotografar à noite, e usamos AF para focar de um ponto distante— uma montanha, uma árvore, uma estrutura, a linha do horizonte. Quando aquele ponto está totalmente nítido, desligamos o AF e usamos fita adesiva para prender o anel de foco da lente e ela não se mexer. Quando voltamos à noite, se ficarmos em qualquer lugar próximo do local de foco (que ajustamos durante o dia) vai dar certo. Mesmo fotografando completamente abertos, ainda teremos a profundidade para nos manter nítidos para o ponto de foco que escolhemos."

Na realidade, Tom e seus alunos do workshop estão estabelecendo um ponto de foco para suas lentes e para o ambiente. "Esse é nosso ponto de partida," ele diz, "e vamos verificar os resultados assim que pudermos e fazer um pouco de sintonia fina se necessário."

Você já as viu— se não pessoalmente, em filmes ou fotografias ou vídeos. As luzes do norte são incríveis, e estão entre os assuntos mais fotogênicos.

Luz em movimento

A aurora não é um flash de luz, é uma exibição em progresso e acontece por um bom tempo. Algumas das exibições que Tom fotografou no Alasca duraram cerca de quatro horas. Na maioria das vezes, ele fotografa na velocidade do obturador entre dois e 30 segundos para capturar o fluxo da luz.

"A aurora fica diferente dependendo da velocidade do obturador," ele diz. "Fotografe a 30 segundos enquanto ela se move pelo céu e terá bordas menos nítidas e formas não tão definidas para a tela quanto você teria com quatro ou oito segundos de exposição." (Tenha em mente que com exposição superior a 30 segundos, a rotação da Terra pode resultar em rastros nas suas imagens.)

"Às vezes, você vê uma exibição fraca e fotografa com uma exposição de 20 segundos," diz Tom, "e o que apareceu fraco para você se torna quase saturado, pois a cor aumentou em 20 segundos. Lembre-se, o olho vê em tempo real; o sensor captura ao longo do tempo".

Apesar das técnicas e procedimentos confiáveis, variação na intensidade da aurora, os movimentos e o efeito da lua significam que haverá surpresas, e se você estiver com a impressão de fotografar as luzes do norte não é ciência, você está certo. É oportunidade, desafio e arte. Ou, como Tom diz, "você vai tentar e vai errar, mas conseguirá um espetáculo de luzes para fotografar."  


Uma visão diferente

O que Adam Woodworth está procurando é controle sobre as luzes do norte. "Eu crio a imagem final de múltiplas exposições com frequência para pegar a cena inteira em foco e bem exposta, do primeiro plano ao céu," Adam nos conta.

A técnica de Adam é essencialmente uma resposta às condições naturais das fotografias da aurora. "Se estiver ficando muito escuro e você quiser uma exposição do céu que não fique apagado, então precisará de um primeiro plano bem escuro" ele diz. E se esse primeiro plano vai adicionar interesse ou drama, ou se é só um cenário legal para as luzes do norte, ele vai pela rota de composição, usando Adobe Photoshop Layers para criar uma imagem final que se pareça ao máximo com o que ele viu quando fotografou.

Do mesmo modo que Tom, a lente que Adam escolhe na maioria das fotografias da aurora é a AF-S NIKKOR 14-24mm f/2.8G ED, e ele também geralmente a usa completamente aberta para deixar entrar o máximo de luz possível. "Contudo, se houver algo perto da lente,  até uns 3 metros de distância, é provável que fique fora de foco, então fotografo duas vezes, uma vez focada no céu e outra no primeiro plano." E ele pode fotografar mais do que duas exposições se houver algo no plano médio que chame sua atenção para fazer uma exposição própria e render um detalhe.


Controle de imagem

Para exposição com 30 segundos ou mais, Adam configura a velocidade do obturador da câmera e ativa o obturador com um cabo de disparo. Para exposição maior, ele usa um intervalômetro que tem um cronômetro programável. Ele também utiliza o modo atraso de exposição da câmera para a câmera fixar por alguns segundos antes de fotografar a imagem.

Quando Adam combina imagens, a maior parte do esforço vai em mesclar e tirar as bordas "para fazer tudo parecer regular e uma só peça. E mudo a opacidade disfarçando para a transição ficar natural. Há vários detalhes técnicos envolvendo composições para fazer com que fiquem boas".

O trabalho vale o esforço, uma vez que ele foi para um ambiente externo para criar algo diferente, algo além do que é visto nas fotografias da aurora. Pode ser mais drama, mais detalhe, um senso de realidade maior ou simplesmente um impacto gráfico melhor.

Ou todas as opções acima.

5 dicas para capturar melhores fotografias da aurora boreal

  • A presença ou falta de lua vai afetar o resultado das suas fotografias da aurora. Para saber a localização e a fase da lua, você pode procurar online "melhores aplicativos para localização da lua" ou consultar em um aplicativo como Star Walk ou PhotoPills.

  • Não esqueça de dar atenção ao primeiro plano quando fotografar as luzes. Formas, sombras e contrastes acrescentam drama e interesse.

  • Independentemente do seu nível de interesse nas fotografias de luzes do norte, lente grande angular, tripé e um cabo para disparo são essenciais.

  • Você está realmente sério neste objetivo? Pense intervalômetro.

  • A aurora não é um flash de luz, é uma exibição em progresso, então planeje ficar um tempo. Também é imprevisível, tenha paciência.

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